Educação antropofágica: a arte de devorar e criar
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EDUA - Editora da Universidade Federal do Amazonas
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Apresenta a ideia de uma Educação antropofágica: “Uma educação que devora e é devorada pelos ecos do canibalismo primitivo. Seu lema: Só lhe interessa o que não é seu. Lei da antropofagia. Lei do desejo. Sentir fome pelo que não é seu, devorar outrem e seus possíveis, transcriando o que é seu. Devoração como desejo, apetite, força, rebeldia. Criação como deglutição, ruminação seletiva, transmutação do alimento em algo novo, suplemento necessário para a vida. Devoração e Criação – as duas dobras de um mesmo plano antropofágico na educação”. Um perspectivismo inventivo que opera por pequenas revoluções em imanência com a educação. Nesse festim antropofágico, combinam-se elementos filosóficos, artísticos e literários que se entredevoram no corpus desejante da cultura e da educação. A maquinaria da produção desejante põe em funcionamento um modo outro de devorar-criar a educação por um desejo de aprender e uma potência de saber. As tramas percorrem uma geografia nômade, que distribui conceitos, personagens e situações num labirinto de forças, apetites, perversões, fabulações e ardis. A antropofagia modernista tupiniquim é apresentada como princípio devorador e devorado, mote da criação da nova cultura.
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Termo controlado
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
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