Ambiente construído e autogerenciamento em saúde de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 2 em um município do interior do Amazonas

Resumo

Introduction: The built environment influences health behaviors and the management of chronic diseases, such as type 2 diabetes mellitus. In inland areas of the Amazon region, socioeconomic, geographic, and cultural factors may limit access to healthy foods and spaces for physical activity, thereby affecting disease self-management. Objective: To analyze the relationship between the built environment (food environment and public spaces for physical activity) and health self-management among individuals with type 2 diabetes mellitus in the municipality of Iranduba, Amazonas. Methodology: This is a community-based cross-sectional, descriptive, and quantitative study linked to the project “Intervention conducted by community health agents for the management of type 2 diabetes mellitus in the interior of Amazonas.” The study population consisted of individuals with type 2 diabetes mellitus registered at Primary Health Care Units in Iranduba (n=273). Data collection included an audit of commercial food outlets using the Food Environment Audit Tool (AUDIT-NOVA), as well as the application of the Diabetes Self-Care Activities Questionnaire (QAD) and the Patient Activation Measure (PAM- 13). Data were analyzed using descriptive statistics (frequencies, means, and standard deviations), and geospatial analysis in a Geographic Information System (GIS) using QGIS software. Results: Food retail establishments located in the urban area of Iranduba were audited, with a predominance of environments classified as mixed or with a relevant supply of ultraprocessed foods. Eleven spaces intended for physical activity were identified, of which eight met the study inclusion criteria. The QAD results indicated reduced adherence to self-care in some evaluated domains, while the PAM-13 revealed a predominance of intermediate levels of activation for health self-management. Conclusion: Characteristics of the built environment may influence health self-management among individuals with type 2 diabetes mellitus in inland areas of the Amazon, reinforcing the importance of considering territorial context in the planning of public policies and health promotion strategies for diabetes management.
Introdução: O ambiente construído pode influenciar comportamentos de saúde e o manejo de doenças crônicas, como o diabetes mellitus tipo 2. Em contextos interioranos da Amazônia, fatores socioeconômicos, geográficos e culturais podem limitar o acesso a alimentos saudáveis e a espaços para atividade física, impactando o autogerenciamento da doença. Objetivo: Analisar a relação entre o ambiente construído (alimentar e espaços públicos de atividade física) e o autogerenciamento em saúde de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 no município de Iranduba, Amazonas. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal de base comunitária, descritivo e quantitativo, vinculado ao projeto “Intervenção conduzida por agentes comunitários de saúde para o manejo do diabetes mellitus tipo 2 no interior do Amazonas”. A população foi composta por indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 cadastrados nas Unidades Básicas de Saúde de Iranduba (n=273). A coleta de dados incluiu auditoria de estabelecimentos comerciais utilizando o Instrumento de Auditoria do Ambiente Alimentar (AUDIT-NOVA) e aplicação do Questionário de Atividades de Autocuidado com o Diabetes (QAD) e da Escala de Ativação do Paciente (PAM-13). Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva (frequências, médias e desvios-padrão), além de análise geoespacial em Sistema de Informação Geográfica, utilizando o software QGIS. Resultados: Foram auditados estabelecimentos de comercialização de alimentos no perímetro urbano de Iranduba, com predominância de ambientes classificados como mistos ou com oferta relevante de alimentos ultraprocessados. Identificaram-se 11 espaços destinados à prática de atividade física, dos quais 8 atenderam aos critérios de inclusão do estudo. Os resultados do QAD indicaram níveis reduzidos de adesão ao autocuidado em parte dos domínios avaliados, enquanto o PAM-13 evidenciou predomínio de níveis intermediários de ativação para o autogerenciamento em saúde. Conclusão: As características do ambiente construído podem influenciar o autogerenciamento em saúde de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 em contextos interioranos da Amazônia, reforçando a importância de considerar o território no planejamento de políticas públicas e estratégias de promoção da saúde.

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ABE, Yara Ayami Mattos. Ambiente construído e autogerenciamento em saúde de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 2 em um município do interior do Amazonas. 2026. 107 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus (AM), 2026.

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