O protagonismo de meninos: construindo masculinidades saudáveis

dc.contributor.advisor1Leitão, Consuelena Lopes
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6269837680965021eng
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-7459-4089eng
dc.contributor.referee1Sousa, Aline Maria Barbosa Domício
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3051478425693643eng
dc.contributor.referee1orcidhttps://orcid.org/0000-0003-3921-8130eng
dc.contributor.referee2Silva, Iolete Ribeiro da
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/6024598140248335eng
dc.contributor.referee2orcidhttps://orcid.org/0000-0002-9416-6866eng
dc.creatorToledo, Dafne Serafim Cosendey
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3028162756646462eng
dc.creator.orcidhttps://orcid.org/0009-0009-1623-1018eng
dc.date.issued2025-12-15
dc.description.abstractThis dissertation investigates the social construction of masculinities in childhood, focusing on the interface between the assimilation of hegemonic patterns, the reproduction of violence, and the possibility of reframing based on participatory experiences. The motivation for the research emerges from a personal and academic trajectory informed by a critique of rigid gender norms and by a commitment to the construction of healthier and more pluralistic masculine identities. The work is structured around two complementary studies, one theoretical-analytical and the other empirical-interventional, articulated by the following general objective: to analyze the construction of masculinities during childhood based on children's protagonism, aiming to look at masculinities beyond a hegemonic construction. Study 1 consists of a scoping review of Latin American academic production (2019-2024) on the assimilation of masculinity by boys. The results show that school, family, and the media are the main agents of socialization of a hegemonic model that associates masculinity with aggression, denial of emotions, heteronormativity, and superiority over women. However, the review also indicates that children are not passive, demonstrating the ability to reframe meaning when exposed to counter hegemonic narratives and educational practices. Study 2, qualitative and participatory in nature, was conducted with 11 boys (aged 7 to 13) from a community in Manaus. Through intervention research workshops, which included the creation of play dough dolls, a yarning circle and the collective production of a video, it was explored what it means to “be a man” and concepts of violence, for these boys. The results revealed a conceptualization that integrates hegemonic patterns and new constructions of masculinity, blending the traditional role of the provider with affective values of present fatherhood and the importance of family. When discussing violence, the participants categorized it in complex ways (physical, verbal, emotional) and attributed it to media influences, substance use, and relational conflicts. As pathways to nonviolent masculinity, the boys collectively proposed family acceptance, play re-signification, and ethical discernment - values that echo the Amazonian philosophy of “Bem Viver”. The conclusion of the dissertation is that violent hegemonic masculinity is a social construct reproduced since childhood but subject to deconstruction. The research demonstrates that Amazonian boys, in dialogical and ludic spaces, play a protagonist role in the critique and reinvention of gender norms, articulating local knowledge and global references to sketch out more plural masculinities. Therefore, the work defends the urgency of psychosocial and educational interventions in childhood that, recognizing children's agency and anchored in community contexts, promote gender equity and contribute to the prevention of cycles of violence. Future research must therefore broaden its geographical and cultural scope, including comparisons between different regions of Brazil to map how diverse contexts influence the construction of masculinities in childhood in the long term.eng
dc.description.resumoEsta dissertação investiga a construção social das masculinidades na infância, com foco na interface entre a assimilação de padrões hegemônicos, a reprodução da violência e a possibilidade de ressignificação a partir de experiências participativas. A motivação para a pesquisa emerge de uma trajetória pessoal e acadêmica orientada pela crítica às normas rígidas de gênero e pelo compromisso com a construção de identidades masculinas mais saudáveis e plurais. O trabalho está estruturado em dois estudos complementares, um teórico-analítico e outro empírico-interventivo, articulados pelo seguinte objetivo geral: analisar a construção das masculinidades na infância a partir do protagonismo infantil, com visando olhar as masculinidades para além de uma construção hegemônica. O estudo 1 consiste em uma revisão de escopo da produção acadêmica latino-americana (2019-2024) sobre a assimilação da masculinidade por meninos. Os resultados evidenciam que a escola, a família e a mídia são os principais agentes de socialização de um modelo hegemônico que associa a masculinidade à agressividade, à negação das emoções, à heteronormatividade e à superioridade em relação ao feminino. No entanto, a revisão também aponta que as crianças não são passivas, demonstrando capacidade de ressignificação quando expostas a narrativas e práticas educativas contra hegemônicas. O Estudo 2, de caráter qualitativo e participativo, foi realizado com 11 meninos (7 a 13 anos) de uma comunidade em Manaus. Por meio de oficinas de pesquisa - intervenção, que incluíram a criação de bonecos de massinha, uma roda de conversa e a produção coletiva de um vídeo, explorou-se o que significa "ser homem" e conceitos de violência, para esses meninos. Os resultados revelam uma concepção que integra padrões hegemônicos e novas construções de masculinidade, que mescla o mandado tradicional do provedor com valores afetivos de paternidade presente e importância da família. Ao discutir a violência, os participantes a categorizaram de forma complexa (física, verbal, emocional) e a atribuíram a influências midiáticas, uso de substâncias e conflitos relacionais. Como caminhos para uma masculinidade não violenta, os meninos propuseram, coletivamente, o acolhimento familiar, o brincar ressignificado e o discernimento ético – valores que ecoam a filosofia amazônica do "Bem Viver". A conclusão da dissertação sustenta que a masculinidade hegemônica violenta é uma construção social reproduzida desde a infância, mas passível de desconstrução. A pesquisa demonstra que meninos amazônidas, em espaços dialógicos e lúdicos, exercem protagonismo na crítica e na reinvenção das normas de gênero, articulando saberes locais e referências globais para esboçar masculinidades mais plurais. O trabalho defende, portanto, a urgência de intervenções psicossociais e educativas na infância que, reconhecendo a agência infantil e ancoradas nos contextos comunitários, promovam a equidade de gênero e contribuam para a prevenção de ciclos de violência. Futuras investigações devem, portanto, ampliar o escopo geográfico e cultural, incluindo comparações entre diferentes regiões do Brasil para mapear como contextos diversos influenciam a construção das masculinidades na infância a longo prazo.eng
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superioreng
dc.formatapplication/pdf*
dc.identifier.citationTOLEDO, Dafne Serafim Cosendey. O protagonismo de meninos: construindo masculinidades saudáveis. 2025. 93 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2025.eng
dc.identifier.urihttps://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11453
dc.languageporeng
dc.publisherUniversidade Federal do Amazonaseng
dc.publisher.countryBrasileng
dc.publisher.departmentFaculdade de Psicologiaeng
dc.publisher.initialsUFAMeng
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Psicologiaeng
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectMasculinidadespor
dc.subjectInfânciapor
dc.subjectViolênciapor
dc.subjectGêneropor
dc.subjectAmazônidaspor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS: PSICOLOGIA: PSICOLOGIA SOCIALeng
dc.subject.otherMasculinidadepor
dc.subject.otherViolência em homenspor
dc.subject.otherHomens - Identidadepor
dc.subject.otherMeninos - Psicologiapor
dc.thumbnail.urlhttps://tede.ufam.edu.br/retrieve/91346/DISS_DafneToledo_PPGPSI.pdf.jpg*
dc.titleO protagonismo de meninos: construindo masculinidades saudáveiseng
dc.typeDissertaçãoeng

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