Hematologia e bioquímica do sangue como indicador de impacto ambiental sobre populações urbanas de squamatas e crocodilianos em Manaus, Amazônia brasileira

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Os centros urbanos irão progressivamente expor a fauna nativa ao impacto antrópico oriundo do crescimento acelerado e insatisfatoriamente organizado. Esta realidade já ocorre em Manaus, onde o resgate pelo Poder Público de animais silvestres em risco realizado na área urbana é intenso, com destaque para Squamata e crocodilianos. A avaliação do real estado da saúde de indivíduos silvestres antes da translocação é complexa e onerosa. Neste sentido, o hemograma e a avaliação de parâmetros bioquímicos são considerados ferramentas úteis e práticas como indicadores de agressões ambientais. Além disso, a degradação ambiental pode incrementar a densidade de ectoparasitos (e.g. carrapatos), e o grau de infestação em animais por estes artrópodes pode ocasionar distúrbios nestes exames. Os valores hematológicos além de se alterarem conforme as diversidades impostas por fragmentação, poluição e carga parasitária, também se diferem naturalmente entre espécies, região geográfica, sazonalidade, sexo, idade e parâmetros de crescimento. Por fim, informações hematológicas e bioquímicas sobre indivíduos/populações de áreas sujeitas a crescimento urbano desorganizado são raras, destacando-se também que esse tipo de abordagem nunca foi realizado em cidades amazônicas.

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