Detecção de Chlamydia trachomatis em amostras de pacientes com lesões cervicais malignas e pré-malignas atendidas na FCECON-AM

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As infecções causadas por Chlamydia trachomatis são de alta prevalência nos vários países do mundo, com conseqüências graves para população (WHO, 2002). Em Manaus, Santos et al. (2003), estudando a infecção por clamídia em mulheres sexualmente ativas e Alfaia (2005), em gestantes, encontraram positividades de 20,6% e 11%, respectivamente, com diagnóstico através da Reação em Cadeia de Polimerase (PCR). Freitas (2007), registrou a taxa de 52,8% de positividade para infecção genital por C. trachomatis em mulheres com problemas de fertilidade. Além das implicações relacionadas às infecções por C. trachomatis, é apontada a relação desta bactéria como um importante cofator, juntamente com o HPV, no desenvolvimento do carcinoma cervical (PAAVONEN E EGGERT-KRUSE, 1999). O carcinoma cervical tem apresentado uma distribuição mundial, com aproximadamente 500.000 mulheres desenvolvendo esta patologia em todo o mundo, a cada ano. Em países em desenvolvimento, o carcinoma cervical é uma das primeiras causas de morte em mulheres, geralmente precedido por câncer de pele e de mama (IARC, 2007; INCA, 2005; WHO, 2005). Na região Norte, observa-se uma alta incidência de câncer de colo uterino que, diferentemente dos outros locais do país, ultrapassa os índices do câncer de mama. A literatura relata como principal fator de risco para o câncer de colo de útero a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) (GROSS & BARRASSO,1999; zur HAUSEN, 1996;RIVOIRE et al.,2001; SCHIFMAN et al., 2005; SOLIMAN et al., 2005; WARTON & TORTOLERO-LUNA,2000). Porém, o desenvolvimento e progressão até o câncer parecem ter interferência de vários fatores, entre eles a infecção por C. trachomatis. Desta forma, a detecção diagnóstica de HPV, C. trachomatis e HSV são de alta relevância para determinar o papel destas DSTs na desenvolvimento do câncer cervical (FINAN et al., 2006; CASTELSAGUE et al., 2002), Diante do exposto, e considerando a alta prevalência da infecção por C. trachomatis e sua importância como cofator do HPV no câncer cervical, este trabalho objetiva detectar este agente em amostras de pacientes com lesões cervicais malignas e pré-malignas com diagnóstico prévio de HPV, dado ainda não detectado na região Norte.

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