Otimização de eletroforese uni e bidimensional para análise proteômica de promostigotas de Leishmania (Leishmania) amazonensis e Leishmania (Viannia) guyanensis.em diferentes dias de cultivo in vitro

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As leishmanioses, doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania, apresentam-se como um importante problema de saúde pública no Brasil e particularmente no estado do Amazonas. Essas doenças apresentam-se com um amplo espectro de manifestações clínicas abrangendo desde lesões de pele que podem se curar espontaneamente até infecções viscerais que podem ser letais quando não tratadas. Os parasitas do gênero Leishmania apresentam ciclo de vida digenético, ocorrendo em duas formas principais distintas: as promastigotas, encontradas no trato digestivo do inseto vetor (fêmeas de flebotomíneos) e as amastigotas encontradas em células do sistema mononuclear fagocítico do hospedeiro vertebrado (que pode ser o homem). Durante sua migração pelo trato digestivo do inseto vetor, as promastigotas passam por uma série de transformações morfológicas e moleculares que culminam em sua transformação da forma procíclica (não-infectiva) na forma metacíclica, infectiva para o hospedeiro vertebrado. Esse processo, conhecido como metaciclogênese, pode ser mimetizado in vitro. Observou-se que durante o cultivo in vitro, as promastigotas em fase estacionária apresentam-se diferenciadas em sua forma metacílica (Sacks & Perkins, 1984; Bates, 1994). Entre os alvos mais desejáveis para o desenvolvimento de drogas, estão proteínas e enzimas de superfície do parasita, envolvidas no processo de infecção, e que não apresentam homologia estrutural e funcional significativa com moléculas do hospedeiro vertebrado. Assim, a proposta do presente trabalho é otimizar a técnica de eletroforese bidimensional para análise comparativa dos mapas protéicos de promastigotas de amostras infectivas e não-infectivas de Leishmania (Leishmania) amazonensis e de Leishmania (Viannia) guyanensis em diferentes dias de cultivo. Dessa forma, poderemos identificar proteínas associadas com a infectividade de parasitas do gênero Leishmania, informações que poderão ser utilizadas posteriormente como potenciais alvos para agentes quimioterápicos.

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