Urbanidades indígenas: uma etnografia das medicinas no contexto urbano de Manaus

dc.contributor.advisor1Almeida, Alfredo Wagner Berno de
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1596401343987246eng
dc.contributor.referee1Bruno, Ana Carla dos Santos
dc.contributor.referee2Ortolan, Maria Helena
dc.contributor.referee3Dourado, Sheilla Borges
dc.contributor.referee4Nunes, Patrícia Maria Portela
dc.creatorRella, Riccardo
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3784999232349598eng
dc.date.issued2024-08-29
dc.description.abstractThis thesis attempts to analyze the indigenous medical resistance that is being organized in the city of Manaus, whether in urban occupations or in the city center with the action of the Center for Indigenous Medicine – Bahserikowi, focusing in particular on the response that was organized by indigenous associationism during the pandemic crisis of 2020 and 2021. My analysis aims to frame the crisis of the COVID-19 pandemic as another epidemic in the long history of health crises brought in the Amazon area through the colonial and neocolonial dynamics that have characterized Manaus since the time of the gum economy. After this historical framework, I focused my attention on the indigenous response to the pandemic, which left native peoples alone in confronting the virus, in a political context characterized by a clear social Darwinism, where the poorest layers and the indigenous people were completely forgotten and had to organize a resistance. In this response, traditional medicine played a fundamental role and represents a reappropriation of the means of healing by the native peoples, which have been subordinated and depreciated by biomedicine over the last decades. The indigenous fight against COVID-19 in Parque das Tribos shows how the very widespread use of traditional medicines has not been in opposition to the use of biomedical medicines and therapies, but on the contrary has been a way of responding with their own means of healing to a very serious crisis, where the natives did not have any help from the state and the health service. Through traditional medicine, urban indigenous peoples have put patient care back at the center of medical practice, as opposed to the growing commercialism of biomedicine.eng
dc.description.resumoEssa tese tenta analisar a resistência médica indígena que está se organizando na cidade de Manaus, seja nas ocupações urbanas, seja no centro da cidade com a ação do Centro de Medicina Indígena – Bahserikowi, focando em particular na resposta que foi organizada pelo associacionismo indígena durante a crise pandêmica do 2020 e 2021. Minha análise visa enquadrar a crise da pandemia de COVID-19 como mais uma epidemia da longa história de crise sanitárias trazidas na área amazônica através das dinâmicas coloniais e neocolônias que caracterizaram Manaus desde a época da economia gomifera. Depois desse enquadramento histórico, foquei minha atenção na resposta indígena à pandemia, que deixou os povos nativos sozinhos no enfrentamento do vírus, num contexto político caracterizado por um claro darwinismo social, onde as camadas mais pobres e os indígenas foram completamente esquecidos e tiveram que organizar uma resistência. Nessa resposta, a medicina tradicional teve um papel fundamental e representa uma reapropriação dos povos nativos dos meios de cura, que foram subalternizados e despreciados pela biomedicina ao longo dos últimos decênios. O combate indígena à COVID-19 em Parque das Tribos evidencia como o uso muito difuso das medicinas tradicionais não tenha sido em oposição ao uso dos remédios e terapias biomédicas, mas ao contrário tenha sido um jeito de responder com os próprios meios de cura a uma crise gravíssima, onde os nativos não tiveram nenhuma ajuda do estado e do serviço de saúde. Através das medicinas tradicionais, os povos indígenas urbanos recolocaram o atendimento ao paciente no centro da prática médica, em oposição ao crescente mercantilismo da biomedicina.eng
dc.description.sponsorshipFAPEAM - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonaseng
dc.formatapplication/pdf*
dc.identifier.citationRELLA, Riccardo. Urbanidades indígenas: uma etnografia das medicinas no contexto urbano de Manaus. 2024. 163 f. Tese (Doutorado em Antropologia Social) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus (AM), 2024.eng
dc.identifier.urihttps://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11417
dc.languageporeng
dc.publisherUniversidade Federal do Amazonaseng
dc.publisher.countryBrasileng
dc.publisher.departmentInstituto de Ciências Humanas e Letraseng
dc.publisher.initialsUFAMeng
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Antropologia Socialeng
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectPovos indígenas urbanospor
dc.subjectMedicinas indígenaspor
dc.subjectPandemiapor
dc.subjectBiomedicinapor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS: ANTROPOLOGIA: ANTROPOLOGIA URBANAeng
dc.subject.otherCOVID-19, Pandemia de, 2020-2023por
dc.subject.otherPandemiaspor
dc.subject.otherIndígenas da América do Sul - Medicinapor
dc.subject.otherIndígenas da América do Sul - Saúde e higienepor
dc.thumbnail.urlhttps://tede.ufam.edu.br/retrieve/90995/TESE_RiccardoRella_PPGAS.pdf.jpg*
dc.titleUrbanidades indígenas: uma etnografia das medicinas no contexto urbano de Manauseng
dc.typeTeseeng

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