Verificação do potencial antiofídico dos extratos aquosos de Bellucia dichotoma Cogn, oriundos do Pará e Amazonas, frente às atividades coagulante e enzimática da peçonha de Bothrops atrox.
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Bellucia dichotoma Cogn. é uma melastomatácea que possui distribuição geográfica em estados da Região Norte do Brasil, além de ter suas cascas utilizada por comunidades de Santarém, no Pará, para tratamento contra o envenenamento por serpentes, uma vez que há uma certa distância entre o local de ocorrência do acidente e um posto de saúde que possua antiveneno. O extrato aquoso de B. dichotoma coletado em Santarém-PA, apresentou potencial contra atividades biológicas induzidas pelo veneno de Bothrops atrox, que é a serpente responsável pela maioria dos acidentes ofídicos ocorridos na Região Norte. Portanto, o objetivo do presente estudo é dar continuidade na comparação entre as atividades biológicas e verificar os perfis fitoquímicos dos espécimes coletados em diferentes localidades geográficas. Os extratos aquosos foram elaborados das cascas coletadas dos espécimes, oriundos de Manaus (AM) e Santarém (PA), de acordo com a prática dos moradores das comunidades de Santarém, que utilizam essa espécie vegetal. O veneno utilizado foi extraído de indivíduos adultos de Bothrops atrox, provenientes da Floresta Nacional do Tapajós, Santarém-PA. Os resultados preliminares demonstram que os extratos aquosos tanto de Santarém quanto de Manaus, quando aplicados diretamente ao gel (sem pré-incubação) não apresentaram diferenças significativas no bloqueio da atividade fosfolipásica do veneno de B. atrox.
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