Níveis de energia para matrizes de tartaruga (Podocnemis expansa, Schweigger, 1812) em cativeiro no Amazonas

dc.contributor.advisor-co1Duncan, Wallice Luiz Paxíuba
dc.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8755090875733287eng
dc.contributor.advisor-co1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-1279-7163eng
dc.contributor.advisor1Andrade, Paulo Cesar Machado
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0642010620400586eng
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-8580-5531eng
dc.contributor.referee2Oliveira, Paulo Henrique Guimarães de
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/2505835611179784eng
dc.contributor.referee2orcidhttps://orcid.org/0000-0001-8340-0672eng
dc.contributor.referee3Lima, Aldeniza Cardoso de
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/5454027915668646eng
dc.contributor.referee3orcidhttps://orcid.org/0000-0001-5214-117Xeng
dc.contributor.referee4Garcez, Jânderson Rocha
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/6529230698034427eng
dc.contributor.referee4orcidhttps://orcid.org/0000-0001-8216-9501eng
dc.contributor.referee5Altino, Vanessa Souza
dc.contributor.referee5Latteshttp://lattes.cnpq.br/9134875602312160eng
dc.contributor.referee5orcidhttps://orcid.org/0000-0002-8015-3984eng
dc.creatorMelo, Ramon Duque
dc.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/2920962108592834eng
dc.creator.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-5982-9313eng
dc.date.issued2026-03-24
dc.description.abstractThe commercial farming of chelonians is permitted under IBAMA Normative Instruction No. 07/2015. Animal nutrition is a key factor for the success of such enterprises. This study aimed to evaluate the effects of dietary gross energy (GE) and crude protein (CP) levels in diets for breeding females and males of the Amazon river turtle (Podocnemis expansa) raised in captivity in the state of Amazonas, Brazil. This was initially conducted through a diagnostic assessment of reproductive indices and feeding practices of P. expansa across 20 commercial farms in Amazonas, based on annual reports from 2004 to 2024 provided by IBAMA and the Wildlife Laboratory of the Federal University of Amazonas. In addition, a field experiment was performed to test the influence of different dietary GE levels (3,900 and 4,600 kcal/kg) on productive and reproductive performance, offspring development, and biochemical profiles of captive breeders. Retrospective data (2004–2024) from 20 licensed farms, comprising a total of 131,127 breeding females (374.65 ± 287.46 females/farm/year), indicate that more than 2,240 clutches and 139,000 hatchlings were produced. Dietary GE levels ranged from 2,275 to 4,337 kcal/kg, while CP ranged from 25 to 45%. All producers (100%) used commercial fish feed supplemented with coproducts or by-products. Mean female body weight was 24.4 ± 7.1 kg. Reproductive parameters included 2,240 nests (mean = 14.4 nests/farm/year), 92.9 ± 14.3 eggs per nest, 139,427 hatchlings (mean = 911.3 ± 2,542.5 hatchlings/farm/year), a hatching rate of 62.9 ± 26.9%, and 60.1 ± 26.8 hatchlings per nest. Positive correlations were observed between female body weight and the number of nests, eggs, and hatchlings. Diets containing moderate GE levels (3,000–3,900 kcal/kg) and CP levels (30–39%) were associated with improved body weight (26.7 kg), mean number of nests (24.9), eggs (2,342), hatchlings (1,793), nest productivity (7.8%), and hatchlings per female (5.5 hatchlings/female/year). However, the highest hatching rates (68.9 ± 18.2%) and hatchlings per nest (67.9 ± 21.5) were observed at lower GE (2,250–2,900 kcal/kg) and CP levels (25–29%). The field trial was conducted at Fazenda Bicho do Rio, located at km 26, AM-070 highway, Iranduba, Amazonas. Two diets were evaluated: T0 – Nutripiscis feed (28% CP; 3,900 kcal/kg GE) and T1 – Multifós feed (28% CP; 4,600 kcal/kg GE). Animals were weighed prior to the experiment to adjust feed supply to approximately 1% of body weight per day. Before and after the reproductive period, 10 females and 10 males per treatment were randomly sampled for blood collection (3 mL) to analyze biochemical parameters (total protein, glucose, triglycerides, cholesterol, urea, uric acid, calcium, and phosphorus). Reproductive data, including nesting, incubation, hatching, and sexing of offspring, were also recorded. Females fed 4,600 kcal/kg exhibited higher body weight (43.14 ± 8.59 kg) compared to those fed 3,900 kcal/kg (33.11 ± 7.55 kg). Eggs from the higher-energy treatment were larger in length (39.83 ± 1.63 mm vs. 37.61 ± 2.00 mm) and heavier (39.18 ± 3.53 g vs. 31.87 ± 4.43 g). Hatchlings from these females were heavier at birth (26.66 ± 1.97 g vs. 21.16 ± 2.78 g) and at six months of age (85.73 ± 20.77 g vs. 56.55 ± 14.45 g). However, the higher-energy diet was associated with lower hatching rates (27.85 ± 32.87% vs. 52.64 ± 33.62%) and a greater number of infertile eggs. These results indicate that maternal dietary energy level significantly influences biometric performance and reproductive investment, promoting enhanced early growth of hatchlings but negatively affecting hatching success. In females, both year and dietary energy level significantly affected most biochemical parameters, with higher concentrations of energy, protein, and mineral metabolites observed in animals fed 3,900 kcal/kg (triglycerides = 99.89 ± 71.93 mg/dL; cholesterol = 95.00 ± 34.71 mg/dL; glucose = 70.07 ± 19.72 mg/dL; calcium = 8.88 ± 2.95 mg/dL; phosphorus = 5.31 ± 2.07 mg/dL), whereas the 4,600 kcal/kg diet resulted in higher urea levels (21.71 ± 7.46 mg/dL). In males, year influenced triglycerides, glucose, calcium, and phosphorus, while dietary energy affected only plasma calcium (8.68 ± 2.69 mg/dL at 3,900 kcal/kg and 7.91 ± 3.13 mg/dL at 4,600 kcal/kg). The interaction between energy and year was significant for total protein and glucose in females and for uric acid in males. Sex had a significant effect on all evaluated parameters except calcium, with females showing higher values for most variables, except urea. Moderate dietary energy levels (3,900 kcal/kg) appear to be associated with improved physiological balance in breeding Amazon river turtles. Overall, dietary energy and protein levels significantly influence reproductive performance, highlighting the importance of proper nutritional management in captive breeding systems and ex situ conservation strategies.eng
dc.description.infoÉ uma tese que visa preencher determinadas lacunas sobre alimentação e nutrição de matrizes e reprodutores de tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) em cativeiro no Amazonaseng
dc.description.resumoA criação de quelônios com finalidade comercial é permitida por meio da Instrução normativa IBAMA n° 07/2015. A alimentação dos animais é um fator principal no sucesso do empreendimento. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de níveis de energia (EB) e proteína bruta (PB) em dietas para matrizes e reprodutores de tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) em cativeiro no Amazonas. Isso foi feito, primeiramente, através de um diagnóstico dos índices reprodutivos da tartaruga (P. expansa) e da alimentação fornecida em 20 criações comerciais no Amazonas, com base nos dados dos relatórios anuais do período de 2004-2024 repassados pelo IBAMA e pelo Laboratório Animais Silvestres/UFAM. Também foi realizado um experimento a campo para testar a influência de diferentes níveis de energia bruta (3.900 e 4.600 kcal/kg) na alimentação de matrizes e reprodutores de tartaruga em cativeiro sobre os índices produtivos, reprodutivos, desempenho dos filhotes e perfil bioquímico desses animais em cativeiro. Os resultados do diagnóstico e análise dos dados retrospectivos de 2004 a 2024, provenientes de 20 propriedades rurais licenciadas, em um total de 131.127 matrizes (374,65±287,46 fêmeas/fazenda/ano) demonstram que já foram produzidos mais de 2.240 ninhos e 139 mil filhotes. Os níveis de EB variaram de 2.275 a 4.337 kcal/kg e os de PB de 25 a 45%. Em 100% dos criadores é fornecida ração comercial de peixes com alguns complementos (coprodutos ou subprodutos). O peso médio das matrizes foi de 24,4±7,1 kg, com número de ninhos (2.240 ninhos; média= 14,4 ninhos/criador/ano), média de ovos (92,9±14,3 ovos/ninho), produção de filhotes (139.427 filhotes; média=911,3±2.542,5 filhotes/criador/ano), taxa de eclosão (62,9±26,9%) e filhotes por ninho (60,1±26,8). Houve correlações positivas entre o peso e o número de ninhos, de ovos e de filhotes. Dietas com maiores níveis de energia bruta entre 3.000-3.900 kcal/kg e de proteína bruta entre 30-39% tenderam estar associadas a melhores índices de peso corporal (26,7 kg), número médio de ninhos (24,9 ninhos), de ovos (2.342 ovos), de filhotes (1.793 filhotes) e uma maior produtividade de ninhos (7,8 %) e filhotes por matriz (5,5 filhotes/matriz/ano). Mas as melhores taxas de eclosão (68,9±18,2%) e de filhotes por ninho (67,9±21,5) foram obtidas com menores níveis energéticos (2250-2900 kcal/kg) e proteicos (25-29% PB). O estudo de campo foi conduzido nas instalações da Fazenda Bicho do Rio, km 26, AM 070, Iranduba Amazonas. Foram utilizadas duas dietas para os animais: T0 – ração Nutripiscis 28% de PB e 3900 kcal/kg de EB e T1 – ração Multifós 28% de PB e 4600 kcal/kg de EB. Os animais foram pesados antes do início do experimento para adequar as quantidades de ração fornecidas, sendo na faixa de 1% do peso vivo do lote ao dia. Antes e após o período reprodutivo foram capturados aleatoriamente 10 fêmeas e 10 machos de cada tratamento para coleta de 3mL de sangue para análises de perfil bioquímico (proteínas totais, glicose, triglicerídeos, colesterol, ureia, ácido úrico, cálcio e fósforo). Também foram registradas informações reprodutivas da desova e acompanhamento do período reprodutivo e posteriormente a eclosão dos filhotes e sexagem. Fêmeas alimentadas com 4.600 kcal/kg apresentaram maior peso corporal (43,14 ± 8,59 kg) em comparação às alimentadas com 3.900 kcal/kg (33,11 ± 7,55 kg). Ovos oriundos do tratamento mais energético apresentaram maior comprimento (39,83 ± 1,63 mm vs. 37,61 ± 2,00 mm) e peso (39,18 ± 3,53 g vs. 31,87 ± 4,43 g). Filhotes dessas matrizes nasceram mais pesados (26,66 ± 1,97 g vs. 21,16 ± 2,78 g) e apresentaram maior peso aos seis meses de idade (85,73 ± 20,77 g vs. 56,55 ± 14,45 g). O maior nível energético esteve associado à menor taxa de eclosão (27,85 ± 32,87% vs. 52,64 ± 33,62%) e maior número de ovos inférteis. Os resultados demonstram que o nível energético da dieta materna influencia significativamente o desempenho biométrico e o investimento reprodutivo, promovendo maior crescimento inicial dos filhotes, porém com impacto negativo sobre o sucesso de eclosão. Nas fêmeas, observou se efeito significativo do ano e da energia da dieta para a maioria dos parâmetros, com maiores concentrações de metabólitos energéticos, proteicos e minerais em animais alimentados com 3.900 kcal/kg (triglicerídeos = 99,89±71,93 mg/dL, colesterol = 95,00±34,71 mg/dL, glicose = 70,07±19,72 mg/dL, cálcio = 8,88±2,95 mg/dL e fósforo = 5,31±2,07 mg/dL, respectivamente), enquanto a dieta com 4.600 kcal/kg promoveu maiores níveis de ureia (21,71±7,46 mg/dL). Em machos, o fator ano influenciou triglicerídeos, glicose, cálcio e fósforo, e o nível energético afetou apenas o cálcio plasmático (8,68±2,69 mg/dL com 3900 kcal/kg e 7,91±3,13 mg/dL com 4600 kcal/kg). A interação energia × ano foi significativa para proteínas totais e glicose em fêmeas e para ácido úrico em machos. Para o fator sexo todos os parâmetros analisados foram significativos, exceto cálcio, em que as matrizes apresentaram os maiores valores, exceto ureia. Níveis moderados de energia bruta (3.900 kcal/kg) parecem estar associados a um melhor equilíbrio fisiológico em matrizes e reprodutores de tartaruga-da-Amazônia. A energia e a proteína da dieta das matrizes e reprodutores influencia os índices reprodutivos, evidenciando a importância do manejo nutricional adequado para sistemas de criação em cativeiro e estratégias de conservação ex situ.eng
dc.description.sponsorshipFAPEAM - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonaseng
dc.formatapplication/pdf*
dc.identifier.citationMELO, Ramon Duque. Níveis de energia para matrizes de tartaruga (Podocnemis expansa, Schweigger, 1812) em cativeiro no Amazonas. 2026. 135 f. Tese (Doutorado em Ciência Animal e Recursos Pesqueiros) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus (AM), 2026.eng
dc.identifier.urihttps://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11554
dc.languageporeng
dc.publisherUniversidade Federal do Amazonaseng
dc.publisher.countryBrasileng
dc.publisher.departmentFaculdade de Ciências Agráriaseng
dc.publisher.initialsUFAMeng
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciência Animal e Recursos Pesqueiroseng
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/por
dc.subjectQuelôniospor
dc.subjectConservaçãopor
dc.subjectNutriçãopor
dc.subjectReproduçãopor
dc.subjectCriaçãopor
dc.subject.cnpqCIENCIAS AGRARIAS: ZOOTECNIA: PRODUCAO ANIMALeng
dc.subject.otherAnimais silvestres - Amazôniapor
dc.subject.otherQuelônios - Preservação - Amazôniapor
dc.subject.otherAquiculturapor
dc.thumbnail.urlhttps://tede.ufam.edu.br/retrieve/92515/TESE_RamonMelo_PPGCARP.jpg*
dc.titleNíveis de energia para matrizes de tartaruga (Podocnemis expansa, Schweigger, 1812) em cativeiro no Amazonaseng
dc.typeTeseeng

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Ata de defesa de doutorado Ramon
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CARTA DE ENCAMINHAMENTO DE ALUNO - Ramon Duque Melo

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