A interface entre os agentes comunitários de saúde e o cuidado em saúde mental no município de Novo Airão - AM

dc.contributor.advisor1Duran Gutierrez, Denise Machado
dc.contributor.advisor1Latteshttps://lattes.cnpq.br/5137661928193717eng
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-0031-3045eng
dc.contributor.referee1Passos, Robert Filipe dos
dc.contributor.referee1Latteshttps://lattes.cnpq.br/5390816527438210eng
dc.contributor.referee1orcidhttps://orcid.org/0000-0003-0900-4262eng
dc.contributor.referee2Schweickardt, Júlio César
dc.contributor.referee2Latteshttps://lattes.cnpq.br/3303449364388846eng
dc.contributor.referee2orcidhttps://orcid.org/0000-0002-8349-3482eng
dc.creatorMendonça, Milena Menezes
dc.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/8915688608538263eng
dc.creator.orcidhttps://orcid.org/0009-0006-6797-1786eng
dc.date.issued2025-10-23
dc.description.abstractIntroduction: This study analyzes the mental health care practices carried out by Community Health Workers (CHWs) in the municipality of Novo Airão, Amazonas—a territory marked by logistical challenges, historical inequalities, and a shortage of specialized resources. Acting as a bridge between users and health services, CHWs develop actions that, although not systematized into specific protocols, constitute concrete and sensitive forms of psychosocial care. This research arises from the need to give visibility to these local forms of knowledge and practice, which remain underexplored in the literature, particularly in the Amazonian context. Objective: To understand the daily practices of Community Health Workers (CHWs) in providing mental health care in Primary Health Care in the municipality of Novo Airão-AM. Methodology: This is a qualitative, descriptive, and exploratory study. Ten semi-structured interviews were conducted with CHWs working in both urban and rural areas of the municipality, selected based on their length of experience and territorial engagement. The analysis followed thematic categorization procedures grounded in the listening to participants' narratives, in accordance with the principles of content analysis. The theoretical framework was based on psychosocial care, humanized practices in Primary Health Care (PHC), and continuing education in health. The interviews led to the construction of five main analytical categories: (1) Actions carried out by CHWs in Mental Health; (2) Operational and contextual challenges in Mental Health work; (3) The impact of work on CHWs’ own mental health; (4) Training needs and institutional gaps perceived by CHWs; and (5) Sociocultural and territorial aspects in recognizing mental suffering. Results: The narratives indicate that CHWs engage in active listening, welcoming, and mediation with health units, even without structured technical or educational support. Mental health care emerges as an implicit part of their work routine, especially when dealing with situations involving violence, grief, social exclusion, and psychosocial suffering. The main challenges identified include the lack of mental health training, institutional support, and the fragile structure of the Psychosocial Care Network (RAPS) in rural areas, as well as the emotional burden faced by CHWs. Their immersion in the territory enables CHWs to recognize mental suffering in a broad sense, beyond clinical diagnoses, incorporating affective, cultural, and social dimensions. Despite adversity, these professionals demonstrate a strong commitment to care, acting as “sentinels of suffering” and identifying their work as a source of subjective protection, even when marked by exhaustion. Conclusion: The research highlights the strength and potential of CHWs' work in mental health care within Primary Health Care in an Amazonian municipality. Their often-invisibilized practices build an ethical, relational, and territory-based model of care. Recognizing and valuing these forms of knowledge is essential to strengthening the Psychosocial Care Network (RAPS) and promoting public policies that are more attuned to local realities. Among the suggestions offered by CHWs are the strengthening of intersectoral partnerships, investment in resources that support care in the territories, and the expansion of mental health training. By listening to the CHWs, this study contributes to the development of public policies more deeply rooted in the Amazonian reality and in the daily work of Primary Health Care professionals.eng
dc.description.resumoIntrodução: Este estudo analisa as práticas de cuidado em saúde mental realizadas por Agentes Comunitários de Saúde (ACS) no município de Novo Airão-AM, um território marcado por desafios logísticos, desigualdades históricas e escassez de recursos especializados. Atuando como elo entre os usuários e os serviços de saúde, os ACS desenvolvem ações que, mesmo não sistematizadas em protocolos específicos, configuram formas concretas e sensíveis de cuidado psicossocial. A pesquisa parte da necessidade de dar visibilidade a esses saberes e práticas locais, ainda pouco explorados na literatura, especialmente no contexto amazônico. Objetivo: Compreender as práticas cotidianas dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) nos cuidados em saúde mental na Atenção Primária do município de Novo Airão-AM. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, descritiva e exploratória. Foram realizadas 10 entrevistas semiestruturadas com ACS atuantes nas zonas urbana e rural do município, selecionados com base em critérios de tempo de experiência e vínculo territorial. A análise do material seguiu procedimentos de categorização temática, a partir da escuta das narrativas, respeitando os princípios da análise de conteúdo. O estudo se apoiou em referencial teórico voltado à atenção psicossocial, práticas de humanização na Atenção Primária à Saúde (APS) e educação permanente em saúde. As entrevistas possibilitaram a construção de cinco categorias principais: (1) Ações desenvolvidas pelos ACS em Saúde Mental; (2) Desafios operacionais e contextuais na atuação em Saúde Mental; (3) Impactos do trabalho na saúde mental dos ACS; (4) Demandas formativas e lacunas institucionais percebidas pelos ACS; e (5) Aspectos socioculturais e territoriais no reconhecimento do sofrimento mental. Resultados: Os relatos indicam que os ACS realizam escuta ativa, acolhimento e mediações com as unidades de saúde, ainda que sem suporte técnico-formativo sistemático. O cuidado em saúde mental aparece como parte implícita da rotina de trabalho, especialmente diante de situações de violência, luto, exclusão social e sofrimento psicossocial. Entre os principais desafios, destacam-se a ausência de capacitações em saúde mental, a falta de apoio institucional, a fragilidade da RAPS no interior e a sobrecarga emocional enfrentada pelos ACS. A vivência no território leva os ACS a reconhecerem o sofrimento mental de maneira ampliada, para além de diagnósticos clínicos, integrando aspectos afetivos, culturais e sociais. Apesar das adversidades, os profissionais demonstram compromisso com o cuidado, atuando como sentinelas do sofrimento e identificando o trabalho como um fator de proteção subjetiva, ainda que marcado por esgotamento. Conclusão: A pesquisa evidencia a potência do trabalho dos ACS no cuidado em saúde mental na Atenção Primária em um município amazônico. Suas práticas, frequentemente invisibilizadas, constroem um cuidado ético, relacional e territorializado. Reconhecer e valorizar esses saberes é essencial para fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e promover políticas públicas mais sensíveis à realidade local. Entre as sugestões dos participantes ACS, destacam-se o fortalecimento das parcerias intersetoriais, o investimento em recursos que favoreçam o cuidado nos territórios e a ampliação das capacitações em saúde mental. Ao escutar os ACS, este estudo contribui para a construção de políticas públicas mais enraizadas na realidade amazônica e no cotidiano dos trabalhadores da Atenção Primária.eng
dc.formatapplication/pdf*
dc.identifier.citationMENDONÇA, Milena Menezes. A interface entre os agentes comunitários de saúde e o cuidado em saúde mental no município de Novo Airão - AM. 2025. 110 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus (AM), 2025.eng
dc.identifier.urihttps://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11496
dc.languageporeng
dc.publisherUniversidade Federal do Amazonaseng
dc.publisher.countryBrasileng
dc.publisher.departmentFaculdade de Psicologiaeng
dc.publisher.initialsUFAMeng
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Psicologiaeng
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/por
dc.subjectAgentes Comunitários de Saúdepor
dc.subjectSaúde Mentalpor
dc.subjectAtenção Primária à Saúdepor
dc.subjectEstratégia Saúde da Famíliapor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS: PSICOLOGIAeng
dc.subject.otherAgentes comunitários de saúde - Saúde mentalpor
dc.subject.otherServiços de Saúde Ruralpor
dc.subject.otherAtenção Primária à Saúdepor
dc.subject.otherSaúde Ocupacionalpor
dc.thumbnail.urlhttps://tede.ufam.edu.br/retrieve/91869/DISS_MilenaMendon%c3%a7a_PPGPSI.jpg*
dc.titleA interface entre os agentes comunitários de saúde e o cuidado em saúde mental no município de Novo Airão - AMeng
dc.typeDissertaçãoeng

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